Com a exceção dos árabes, praticamente todos os países do mundo vão assinar esta semana, em Paris (França), um acordo histórico que proibirá a produção, estocagem e uso de armas químicas. Pelo menos 115 nações, entre elas o Brasil, assinará o documento. Primeiro tratado multilateral a abolir uma categoria inteira de armas de extermínio, a convenção sobre proibição de armas químicas prevê rigoroso sistema de fiscalização, que sujeitará os signatários a inspeção "a qualquer momento, em qualquer lugar", sem o direito de recusa. Para os países que não assinarem está reservado um regime de rígidas restrições no fornecimento de produtos químicos. O documento define arma química como a munição ou o artefato destinado a causar a morte ou danos permanentes ou temporários a seres humanos ou a animais pela ação de produtos químicos. Cada signatário se compromete a destruir seus estoques e fábricas em 10 anos, a partir da data em que o acordo entrar em vigor-- o que deverá acontecer em 1995, se até lá pelo menos 65 países tiverem ratificado a convenção (JB).