GOVERNO TIRA O BNDES DA PRIVATIZACAO

O presidente do BNDES, Antônio Barros de Castro, será afastado da presidência da Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização, o que, na prática, tira o banco da coordenação do programa. A informação foi dada pelo consultor-geral da República, José de Castro Ferreira, adiantando que nas próximas horas o governo vai enviar mensagem ao Congresso Nacional submetendo os nomes dos integrantes da nova comissão. Castro Ferreira explicou que, para não atrasar o leilão da ULTRAFÉRTIL, marcado para 12 de abril, a terceira avaliação da empresa será elaborada por um novo perito contratado por licitação, a partir dos dados coletados na primeira e na segunda avaliações. Os dois levantamentos apresentaram resultados diferentes (US$220 milhões e US$410 milhões). A norma destinada ao leilão da ULTRAFÉRTIL está incluída no decreto preparado pela Consultoria Geral da República que foi submetido e aprovado ontem ao presidente Itamar Franco. O novo decreto de privatização consolida em um diploma os outros três existentes-- dois preparados no governo Itamar e um no governo Collor--, resguardando duas posições: é mantido o calendário de privatização pré-estabelecido e o presidente Itamar Franco continua responsável pela definição do percentual de "moedas podres" a ser usado em cada caso e de certificados de privatização. Segundo Castro Ferreira, o novo decreto tem por objetivo garantir maior segurança jurídica para os leilões (JB).