MADEIREIROS SAEM DE ÁREAS INDÍGENAS

Madeireiros exportadores de mogno do Pará comprometeram-se, no último dia cinco, a não mais comprar nem explorar madeira de área indígena. O compromisso foi encaminhado à Timber Trading Federation, da Inglaterra, a associação dos importadores de madeiras tropicais. O presidente interino da FUNAI, Cláudio Romero, disse que os madeireiros estão ressentidos pelas palestras que o presidente do órgão, Sidney Possuelo, fez em dezembro na Inglaterra, no Parlamento Europeu, contra a exploração de mogno em área indígena. "Espero que os empresários levem isso com seriedade e criem mecanismos contra a retirada ilegal", disse. A exportação de mogno no sul do Pará arrecadou cerca de US$150 milhões em 92. A atividade representa quase um terço de todo o comércio de madeira no Brasil e é o quarto produto na pauta de exportação do estado. O presidente da Aimex (Associação das Indústrias Madeireiras do Pará), Danilo Remmor, disse que nenhuma empresa signatária do documento tem atividade em terra dos índios (FSP).