PROJETO INÉDITO NO RS ASSENTA COLONOS

O Instituto Riograndense do Arroz (IRGA) está coordenando um projeto pioneiro no país de assentamento rural, através de um condomínio entre agricultores, com o uso coletivo da terra por 12 famílias, no qual nem as famílias assentadas nem o condomínio são donos da área, mas pagam aluguel com parte dos recursos que obtém da plantação de produtos agrícolas. Segundo o diretor-técnico do IRGA, Elói Flores da Silva, a experiência está permitindo o cultivo de arroz e outros produtos primários, ao mesmo tempo que "dá uma resposta positiva ao drama político da fixação dos pequenos produtores no campo". Elói lembrou que o Rio Grande do Sul possui 430 mil propriedades com área inferior a 50 hectares. Mas apesar de ocuparem solo gaúcho, são responsáveis por 84% da mão-de-obra dedicada à agricultura e pela maior parte da produção agrícola do estado. Segundo levantamento do IRGA e outras instituições gaúchas, os minifúndios respondem por 90% da produção de aves do RS; 88% dos suínos; 82% do feijão; 80% do milho; 77% do leite; 30% do trigo; 40% da soja, entre outros produtos. No caso do Condomínio Rural da Cinza, no Município de Palmares do Sul, os 150 hectares utilizados na agricultura pelas 12 famílias ali assentadas continuam pertencendo ao IRGA, mas os agricultores pagam o aluguel da terra com parte de sua produção. A experiência tem a participação, também, da prefeitura local, da EMATER e da associação formada pelas 12 famílias. A associação assinou um convênio para a produção de arroz, e outros produtos, com apoio técnico e educacional das outras três instituições (JC).