BRASIL RENEGOCIA DÍVIDA COM A INGLATERRA

O ministro da Fazenda e do Planejamento, Paulo Haddad, assina esta semana um acordo para o refinanciamento de US$1,150 bilhão em débitos oficiais contraídos junto à agência britânica Export Credit Guarantee Department (ECGD), que oferece financiamentos comerciais. A assinatura do acordo, o primeiro da gestão do presidente Itamar Franco e nos moldes das condições negociadas com o Clube de Paris, em fevereiro de 1992, não significa o restabelecimento imediato das linhas comerciais de crédito oficial, suspensas desde 1988, mas abre espaço para novas negociações com o próprio governo britânico ou com outros países da Europa unificada e com o Japão. Para compensar os ingleses pela redução da taxa de risco de 0,5% normalmente cobrada, o governo brasileiro se dispõe a efetuar pagamentos trimestrais, ao invés de semestrais. Também aceita a cobrança da Libor (taxa de juros que vigora no mercado interbancário de Londres) de três meses, e não de seis, como é praxe. E ainda permitirá que os juros sejam referenciados por depósitos em libra. O pagamento será feito em 14 anos (JB).