O governador de Santa Catarina, Vilson Kleinubing, disse ao ministro do Trabalho, Walter Barelli, que as indústrias têxteis do estado suspenderam férias coletivas, chamaram de volta os empregados e estão aumentando a produção para atender à demanda. Mas isto não aconteceu só lá. A Autolatina ("holding" da Ford e da Volkswagen) está refazendo contas neste início de ano. Com o aumento da produção no ano passado, considerado o terceiro melhor ano para a indústria automobilística no país, está pensando em contratação. No ano passado, a empresa deu férias coletivas aos seus 46 mil funcionários. No grupo Vicunha, o maior do setor têxtil no país, os funcionários estão correndo para atender às encomendas, quando no ano passado eles ficaram 31 dias em casa. A Vicunha também está pensando em contratação. O ambiente nas empresas brasileiras neste começo de 1993 está completamente diferente de 1992, quando uma febre de férias coletivas tomou conta do parque produtivo brasileiro (O Globo).