Os bancos estaduais gastam mais do que os privados em salários. Estudo da consultoria Austin Asis mostra que o BANESPA, do Estado de São Paulo, por exemplo, tem 1.729 agência e gastou US$977 milhões com salários no primeiro semestre de 1992. O Bradesco, com 3.115 agências, desembolsou US$497 milhões, no mesmo período. O estudo mostra ainda que os governos monopolizam os empréstimos dos bancos estaduais, e que a dívida dos estados equivale a 3,5 vezes o patrimônio dos bancos. Ainda de acordo com o estudo, o BANERJ, do Estado do Rio de Janeiro, com sua rede de 408 agências e postos de serviços, desembolsou US$254 milhões com pessoal entre janeiro e junho de 92, enquanto o Bamerindus (com 2.358 agências e postos) gastou US$187 milhões. O levantamento da Austin Asis mostra que os estados monopolizam 73% da carteira total de empréstimos dos bancos estaduais e quase 90% dos empréstimos de longo prazo. A dívida dos estados junto às instituições soma US$8,4 bilhões, enquanto os empréstimos ao setor privado (entre curto e longo prazos) somam US$2,7 bilhões. Se os 24 bancos estaduais lançassem as dívidas vencidas e não pagas pelos estados como "crédito em liquidação" em seus balanços, a maioria das instituições ficaria com patrimônio descoberto e teria que fechar as portas (FSP).