GOVERNO NÃO DEFINE PRIORIDADES SOCIAIS

A menos de 20 dias da votação do Orçamento da União para 1993, o governo Itamar Franco ainda não definiu as prioridades nas áreas de saúde, educação e energia. Esta é a convicção do relator da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, senador Mansueto de Lavor (PMDB-PE). Ele não sabe se o governo quer erradicar o analfabetismo, construir os CIACs (que agora se chamam CAICs), ou fortalecer as universidades. Não sabe, também, se a prioridade é melhorar o atendimento hospitalar da rede pública ou produzir remédios. Na área de energia elétrica, o relator só sabe que o governo quer acabar a Hidrelétrica de Xingó-- mas não tem conhecimento da existência de uma matriz energética na estratégia oficial para os próximos anos. O orçamento da União, que chegou ao Congresso com uma receita estimada em US$233 bilhões, já recebeu uma injeção adicional de cerca de US$2,6 bilhões. Mesmo assim, os recursos disponíveis não são suficientes para arcar com todas as despesas previstas, entre elas a isonomia salarial dos funcionários públicos civis e militares, e o pagamento dos 147% aos aposentados e pensionistas (JC).