O Ministério da Ciência e Tecnologia negocia a participação do Brasil no GEMINI, um dos maiores projetos internacionais de astronomia e que prevê a construção de dois telescópios idênticos de grande porte nos hemisférios Norte e Sul. O GEMINI (gêmeos, em latim) vai permitir que os astrônomos brasileiros tenham acesso a sofisticados telescópios e que realizem observações hoje impossíveis de serem feitas com os equipamentos existentes no Brasil e no mundo. O GEMINI é coordenado por uma comissão de astrônomos ligados à Fundação Nacional de Ciências (National Science Foundation) dos EUA. Cada país participante entrará com uma cota referente ao valor total do projeto, que será, também, correspondente ao tempo de observação nos telescópios. Já foram confirmadas as participações do Reino Unido (25%), Canadá (15%), Chile (5%), além dos EUA (50%), sobrando ainda 5% que estão sendo negociados. A proposta brasileira foi encaminhada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Israel Vargas, no final de dezembro, ao presidente da Comissão do Projeto GEMINI. O Brasil entraria como sócio do projeto com uma cota de 2,5%, equivalente a US$4,5 milhões, que deverá ser paga parceladamente até o ano 2000. O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, deu parecer favorável à participação do Brasil no projeto e é o responsável pela proposta brasileira. A Argentina está também negociando a participação no GEMINI (JC).