EMPRESÁRIOS SE PREOCUPAM COM OS CRITÉRIOS DE ORIGEM

O que os empresários brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios mais discutem no momento são os critérios de origem de um produto feito no MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul). "Se uma empresa importa da Coréia todos os componentes de uma TV, por exemplo, é só faz a montagem no país, o televisor não pode ser considerado made in Mercosul", diz Eduardo C.P. Magalhães, vice-presidente corporativo do grupo Machline. Segundo ele, há um complicador no setor eletroletrônico. Isso porque tanto no Brasil quanto na Argentina os produtos são fabricados em zonas francas-- onde não existem limites para importação. Segundo Magalhães, o índice médio de nacionalização de um TV feito em Manaus é da ordem de 85%. Na Argentina, é de 20%. Isso cria um desequilíbrio". O Brasil, diz, não quer perder a oportunidade de participar do mercado argentino de televisores e de componentes. Em 95, prevê, o país pode chegar a ter 10% do mercado argentino de televisores, estimado em 1,1 milhão de unidades anuais (FSP).