Os representantes dos supermercados e da indústria de alimentação convenceram ontem o governo de que não houve aumentos abusivos de preços no final do ano. O ministro do Planejamento e Fazenda, Paulo Haddad, disse, após a reunião com os empresários, que "os reajustes detectados pela imprensaa não caracterizam movimento generalizado". Haddad relatou "oito pontos conclusivos" do encontro, mas os supermercados e as indústrias não assumiram compromisso formal de respeitar esses pontos. Os principais pontos acertados ontem foram: garantia de que não haverá congelamento, tabelamento ou prefixação de preços; os setores público e privado continuarão fazendo acompanhamento de preços; o governo não irá aceitar movimentos especulativos; o uso da capacidade ociosa deve se traduzir em redução real de preços; é necessário acabar com a cultura de indexação; é necessário estimular pesquisas de preços pelos consumidores; e não há escassez de alimentos (O ESP).