BUSH, FMI, BIRD E BID DÃO APOIO AO ACORDO DA DÍVIDA

O presidente dos EUA, George Bush, e os dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial (BIRD) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) enviaram ao presidente Itamar Franco cartas de apoio ao acordo de redução e reescalonamento da dívida externa brasileira com seus credores privados internacionais, aprovado pelo Senado dia 29. "Foi um voto de confiança na continuação das políticas de estabilização, desestatização e abertura da economia iniciadas pelo governo Collor e reafirmadas em suas grandes linhas por Itamar, depois de tomar posse, na semana passada". A avaliação dos dirigentes dos organismos multilaterais à comunidade financeira coincide com as palavras que Bush dirigiu a Itamar no telegrama de congratulações que lhe enviou no último dia 31. "O Brasil deu importantes passos rumo a uma economia mais orientada para o mercado e satisfaz-me que seu país esteja em posição de beneficiar-se do Plano Brady (para a redução da dívida externa)", escreveu o presidente norte- americano. O negociador da dívida Pedro Malan, reúne-se com o comitê de bancos no próximo dia 7, em Nova Iorque, para acertar a campanha de venda do acordo aos mais de 800 credores do país. Tóquio, Frankfurt, Londres, Paris e Toronto estão no itinerário do "road show", que deve começar ainda este mês. A expectativa do comitê é que a aprovação da reforma fiscal pelo Congresso Nacional, até meados de fevereiro, reforçará os argumentos a favor da adesão dos bancos. O diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, e os presidentes do BIRD, Lewis Preston, e do BID, Enrique Iglesias, deram sinal verde para a negociação, recomendando o fechamento do acordo (O ESP) (FSP).