As doenças resultantes da falta de saneamento básico são responsáveis por quase 60% das internações hospitalares e custam anualmente à rede do INAMPS US$2,5 bilhões, cerca de Cr$30 trilhões, em despesas com internações e atendimentos ambulatoriais, de acordo com estudo do IPEA. Segundo o IBGE, 70 milhões de pessoas não têm acesso ao esgoto sanitário. Apesar de 2.092 cidades contarem com rede coletora, somente 350 têm tratamento de água. Esse quadro, segundo o IPEA, revela o desperdício dos recursos de saneamento em função de pressões clientelísticas e a falta de fiscalização. Muitas obras de saneamento foram carimbadas no orçamento por parlamentares, através de acerto prévio com empreiteiras que ganhariam a concorrência da obra, o que provocaria superfaturamento das obras. O Ministério do Bem-Estar Social vai deixar aos Estados a definição de alocação de recursos em saneamento, dando prioridades para sistemas de captação e tratamento de água nordeste, centro-oeste e norte, e no tratamento de esgotos em cidades com mais de 100 mil habitantes (FSP).