SONEGAÇÃO AUMENTA A CRISE

A má gestão dos recursos do FGTS, a sonegação no recolhimento das contribuições sociais pelas empresas e a destinação de apenas 6% das aplicações do Fundo em programas habitacionais para a população de baixa renda são os principais fatores para o déficit de 10 milhões de moradias populares no Brasil. Um dos maiores problemas nos programas de construção de casas populares é a elevada inadimplência dos tomadores de empréstimos do FGTS. Ele é a fonte básica do financiamento do governo federal. As estimativas indicam que o grau de inadimplência supera a marca dos Cr$11 trilhões. Para começar a solucionar o problema da falta de moradia no país, em 1993 o governo federal espera conseguir arrecadar cerca de US$1,5 bilhão através da aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso Nacional. Os recursos seriam destinados exclusivamente à construção de casas populares. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) propõe ainda que o Ministério do Bem-Estar Social utilize US$400 milhões do orçamento desse ano para reduzir em 25% o custo da construção de casas populares (FSP).