A taxa média de desemprego aberto, medida pelo IBGE, nos primeiros 10 meses de 1992, foi de 5,90%, superior aos 5,07% registrados em igual período do ano anterior. Esse dado informa que, até outubro, havia 1,1 milhão de pessoas procurando emprego nas regiões metropolitanas pesquisadas. Entre os setores da economia, a indústria de transformação apresentava, até outubro, a maior taxa de desemprego do ano: 7,75%, seguida pela construção civil (6,68%) e pelo comércio (6,45%). O aumento do desemprego é consequência da queda do PIB, que deverá diminuir entre 0,5% e 1,5% em 1992, nas projeções do IPEA e do IBGE. Em ambos os casos, isso representa, nos últimos três anos, uma queda acumulada do produto real entre 4,7% e 3,7%. O PIB per capita registra, entre 1990 e 1992, um declínio acumulado de 10% (GM).