A seguir alguns comentários sobre a renúncia de Collor e a posse de Itamar: Dom Luciano Mendes de Almeida (presidente da CNBB)-- "O importante é que possamos enfrentar agora essa nova fase da história e, pelo menos de nossa parte, assegurar a vontade de cooperar para que haja concórdia e condição de desenvolvimento dos mais necessitados". Hélio Mattar (coordenador do PNBE)-- "A renúncia foi a última tentativa para não perder seus direitos políticos por oito anos. Espero que o Senado mantenha o julgamento até o fim". José Sarney (senador PMDB-AP)-- "A renúncia foi realmente um ato de confissão". Henrique de Campos Meirelles (presidente do Banco de Boston)-- "Esta foi sem dúvida nenhuma a melhor solução para o país num momento como este". Joaquim Francisco (governador de PE)-- "A renúncia não deixou de ser uma fuga". Álvaro Augusto Vidigal (presidente da BOVESPA)-- "Foi o que esperávamos. O mercado de capitais está crescendo e agora acho que pode encontrar mais tranquilidade para se desenvolver". Paulo Maluf (prefeito eleito de SP)-- "Quem planta colhe e Collor está colhendo o que plantou". Evaristo de Morais Filho (defensor do ex-presidente)-- "Acredito na absolvição pelo STF porque não há nenhuma prova que comprove o envolvimento de Collor em atos de corrupção". Alceu Collares (governador do RS)-- "Terminou uma tragédia, mas a renúncia não anula os crimes comuns". Hélio Garcia (governador de MG)-- "A renúncia é um ato dele, pessoal. Achei que ele agiu bem". Eriberto Batista (motorista das denúncias)-- "O país lavou a alma. Collor nadou contra a maré". José Fogaça (senador pelo PMDB-RS)-- "O Collor é agora o cidadão comum". Jarbas Passarinho (senador pelo PDS-PA)-- "Querer julgar o Collor após a renúncia é o mesmo que pretender levar à forca um condenado que se suicidou na véspera". Luiz Antônio Fleury (governador de SP)-- "Se era para renunciar, a renúncia deveria ter sido apresentada muito antes". Luís Inácio Lula da Silva (presidente do PT)-- "Para um homem que dizia que gostava muito de lutar, a renúncia foi um "knockout" técnico". Ênnio Candotti (presidente da SBPC)-- "A renúncia há alguns meses teria sido um ato de dignidade. Hoje, é apenas um expediente para tentar evitar a condenação". Tasso Jereissati (presidente do PSDB)-- "A renúncia não me surpreendeu. Pena que não foi mais cedo". Marcelo Lavene`re (presidente da OAB)-- "A renúncia só não basta. Ele tem de ser tratado como criminoso comum. Falta uma ação definitiva para extirpar da política esse cidadão que só faz mal ao Brasil". Lindberg Farias (presidente da UNE)-- "A renúncia só tem um motivo: tentar fugir na inabilidade política por oito anos. Mas ele não conseguirá". Max Schrappe (presidente em exercício da FIESP)-- "Vira-se mais uma página da história do país, uma história em que se destaca o amadurecimento das instituições e da sociedade como um todo". Emerson Kapaz (presidente da ABRINQ e líder do PNBE)-- "A renúncia não pode isentar Collor do crime de responsabilidade". Nelson Peixoto Freire (presidente da ABINEE)-- "Tudo que aconteceu com o Collor deve servir de lição para os políticos". Claudemir Bitencourt (da Coordenação do Movimento dos Sem-Terra do RS)-- O Collor caiu pela própria sujeira e roubalheira. Mas a situação não
71564 deve mudar muito com o Itamar, a não ser pelas pressões sociais. O Itamar
71564 é mais nacionalista, mas se elegeu sob a bandeira do neo-liberalismo,
71564 junto com o Collor. Estamos aliviados, como toda sociedade, mas temos que
71564 continuar a luta pela reforma agrária. Jaime Lerner (prefeito de Curitiba-PR)-- "O ato de renúncia lavou a alma do povo brasileiro. O Brasil deu uma demonstração muito importante para o mundo. Todo o processo ocorreu sem qualquer confusão ou quartelada". Antônio Carlos Magalhães (governador da BA)-- "Collor poderia ter renunciado há mais tempo. A Nação espera, a partir de agora, que Itamar assuma a Presidência da República com coragem e decisão. O presidente tem seriedade, mas precisa ter coragem para decidir e não ser um homem apegado ao retrocesso". Henry Sobel (presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista)-- A renúncia foi a única saída dele, é óbvio. O futuro é mais
71564 importante que o passado. Acredito em tempos melhores para o Brasil, o povo
71564 merece (O ESP) (FSP) (JB) (O Globo).