A política econômica do governo Itamar Franco, caso ele seja confirmado na Presidência da República com o Impeachment" de Fernando Collor, não causará surpresas. Em seu primeiro discurso em um fórum internacional, o presidente em exercício anunciou ontem, em Montevidéu (Uruguai), durante reunião do conselho do MERCOSUL, que não adotará soluções heterodoxas, como "os confiscos de poupança, os congelamentos e demais recursos dessa natureza impostos no passado de forma autoritária e voluntarista". O pronunciamento foi recebido como sinal de fortalecimento do ministro do Planejamento, Paulo Haddad. Ponderado, o presidente lembrou que "a inserção competitiva na economia mundial e a intensificação do intercâmbio com parceiros externos não podem prosperar em ambiente de imprevisibilidade e desorganização da economia. Não surpreenderei nem nossa cidadania nem nossos parceiros econômicos com atos unilaterais ou qualquer tipo de medida que não tenha sido antes amplamente debatida", prometeu. Ele disse, também, que as relações com a comunidade financeira internacional prosseguirão. "Não podemos abrir mão da contribuição que o capital externo pode trazer para o novo ciclo de desenvolvimento que se anuncia, e no qual a poupança externa tem um importante papel a desempenhar", afirmou (O ESP) (GM) (FSP) (JB) (O Globo).