ASSASSINOS DIZIMAM FAMÍLIA DE SINDICALISTA

A família Canuto está sendo dizimada por assassinos de aluguel. Desde que o sindicalista João Canuto foi morto por pistoleiros, em 1985, dois de seus filhos foram assassinados por matadores. Outro filho e um genro escaparam de atentados cometidos por pistoleiros. Saíram feridos. João Canuto presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria (PA), região de muitos conflitos entre posseiros e fazendeiros. Ele foi assassinado em 18 de dezembro de 85, e os matadores nunca foram localizados. A família diz que sua morte foi financiada por um consórcio entre os 22 maiores fazendeiros da região. O inquérito nunca foi concluído. Com a falta de solução para o caso, espalhou-se pela cidade o boato de que os filhos de Canuto vingariam o pai depois que tornassem adultos. Em 22 de abril de 90, os três filhos mais velhos do líder sindical foram sequestrados. Paulo e José Canuto morreram. Orlando conseguiu escapar da chacina. Em quatro de março de 92, foi a vez de Carlos Cabral, genro de João Canuto e seu sucessor na presidência do sindicato escapar de um atentado a tiros do qual participaram dois pistoleiros. Os Canuto ainda vivem em Rio Maria, onde deveriam contar com proteção permanente da Polícia Federal (FSP).