FRENTE PARLAMENTARISTA DEFENDE DIRETAS EM TURNO ÚNICO

O Movimento Parlamentarista Nacional iniciou uma operação para contornar divergências internas sobre as regras do sistema e tentar atrair apoios de setores indecisos. A frente aprovou duas alterações na proposta parlamentarista: a eleição direta para presidente da República em apenas um turno e adoção do parlamentarismo também pelos estados. A eleição presidencial em turno único foi a fórmula para aproximar os defensores da eleição indireta (escolha do presidente pelo Congresso) e os partidários da manutenção da eleição em duas votações. A expectativa dos parlamentaristas é que a regra diminua a intensidade de uma das principais críticas ao sistema: a possibilidade de confronto entre o presidente eleito com mais de 40 milhões de votos (no caso dos dois turnos) e o primeiro-ministro escolhido pela Câmara. Os parlamentaristas argumentam que a eleição em turno único é menos polarizada e deixará claro que o presidente eleito deve exercer o poder moderador, a chefia do Estado, e não o governo propriamente dito. Ao defender a extensão do sistema aos estados (a vigorar somente dentro de seis anos), o Movimento Parlamentarista Nacional pretende derrotar o argumento de que o primeiro-ministro seria mais fraco do que os governadores eleitos diretamente nos maiores estados do país. Com as adaptações do projeto, os parlamentaristas acreditam que poderão também conseguir apoios em áreas indecisas, que resistem à adoção do sistema justamente porque se preocupam com os riscos de confronto de poderes (FSP).