A empregada doméstica Ângela Maria Soares de Azevedo, de 24 anos, foi mantida em cárcere privado pelos patrões, por mais de um ano, na residência onde trabalhava, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro (capital). Juntamente com o filho Pedro Felipe, de dois anos, Ângela era torturada diariamente pelos patrões-- Mauro Sérgio Monteiro de Almeida e Maria do Perpétuo Socorro da Costa Oliveira-- com queimaduras e espancamentos. O menor também era torturado e espancado. O drama da doméstica só terminou anteontem, com uma operação conjunta das polícias do Rio e do Ceará. Depois de várias tentativas frustadas, Ângela conseguiu que a empregada da vizinha colocasse no correio uma carta para sua mãe, Maria Soares Azevedo, que mora em Fortaleza (CE), com a denúncia do seu cárcere privado. A mãe registrou queixa na polícia do Ceará, que pediu ajuda ao Rio. Com o endereço do cativeiro, os policiais cariocas libertaram e enviaram os dois para Fortaleza. A polícia pediu também a prisão preventiva do casal torturador (O Globo).