Primeiro, o MERCOSUL. Depois, todas as outras oportunidades consideradas interessantes para a inserção mundial. Este é o espírito central da declaração que os presidentes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai divulgarão no próximo dia 28 em Montevidéu, ao final da quarta reunião de cúpula do MERCOSUL. Dirão os presidentes que a consolidação do MERCOSUL é o projeto imediato que os une e os entusiasma. Todas as outras opções de inserção no mercado mundial-- relações especiais com os EUA, tentativas de adesão ao NAFTA, aproximação com a CEE e com o Japão-- permanecerão no âmbito das preocupações governamentais, mas sempre subordinadas ao interesse conjunto dos quatro países signatários do Tratado de Assunção. Os presidentes reafirmarão, por exemplo, a necessidade de prosseguir o diálogo mantido com os EUA através do "acordo 4+1", firmado com a administração de George Bush em junho-- pelo acordo, o MERCOSUL e os EUA se comprometem a manter permanente consulta sobre questões "sensíveis" de suas relações de comércio e de investimentos. Ao citar o "4+1", os presidentes Carlos Menem, Itamar Franco, Andrés Rodriguez e Luiz Alberto Lacalle procurarão chamar a atenção do futuro governo de Bill Clinton para um instrumento já existente e considerado útil na solução de controvérsias entre seus signatários. Também haverá referência positivas sobre as relações do MERCOSUL com a CEE e com o Japão, mas o NAFTA (zona de livre comércio entre EUA, Canadá e México) só será citado em contexto que clarifique não ser obstáculo nem opção excludente ao MERCOSUL (GM).