Em ofício à Assembléia Legislativa, o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT) contestou o projeto de decreto no. 17/92, que propõe o aumento, ainda em dezembro, dos seus vencimentos, do vice-governador, Nilo Batista, e dos secretários. O projeto, proposto à revelia do governador pela Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, prevê a elevação dos salários da cúpula do governo em até 103,96% e tem o objetivo de conseguir a equiparação de salários de diversas categorias, numa manobra que criaria uma cascata de marajás entre os procuradores, delegados, fiscais de renda, coronéis da PM e presidentes de empresas públicas e autarquias. Pelo decreto, o teto salarial do estado, atualmente de Cr$23,143 milhões, subiria para Cr$47,202 milhões (JB).