A entrada de dólares foi o principal fator de expansão da base monetária-- dinheiro em poder do público mais as reservas bancárias-- em novembro, provocando emissão de Cr$12,9 trilhões. O segundo maior motivo de emissão de dinheiro foram as operações de assistência financeira de liquidez à CEF, de Cr$2,2 trilhões. A base monetária registrou expansão de 19,1% no mês passado pela média dos saldos diários. As reservas internacionais brasileiras registraram, em outubro, o volume recorde de US$19,366 bilhões no conceito de caixa-- dinheiro disponível em caixa-- e US$24,124 bilhões no conceito de liquidez internacional-- que contabiliza também as dívidas que o país tem a receber. Os dados sobre os resultados da política monetária foram divulgados ontem pelo Banco Central. A contrapartida ao crescimento das reservas internacionais, de 126,4% em 1992, é a elevação da dívida interna em títulos públicos federais. Com a entrada dos dólares, o BC é obrigado a emitir títulos para evitar o impacto inflacionário da expansão do dinheiro em circulação na economia. A dívida em títulos subiu 210% acima da variação do IGP este ano (FSP).