Entre 1992 e 1994, o Brasil estará remetendo cerca US$14 bilhões para o FMI, para os bancos privados e para o Clube de Paris. São pagamentos referentes aos acordos recentemente firmados com essas instituições, que estão refletindo positivamente nas negociações dos títulos da dívida externa brasileira no exterior. Só ontem, as cotações subiram 8,06%. O presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, disse que encara "com tranquilidade" esse volume de pagamentos pois as remessas vão ser compensadas por maiores receitas de exportação e pela entrada de novos empréstimos e investimentos estrangeiros no país. Já para o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o volume de pagamentos só aos bancos e ao Clube de Paris seria da ordem de US$18 bilhões, no triênio 92-94. Loyola argumenta, no entanto, que os números do senador incluem pagamentos fora dos acordos fechados este ano (O ESP).