O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Nelson Ribeiro, recebe hoje o relatório das mortes no campo motivadas pelos conflitos de terra, elaborado pela coordenadoria de conflitos de terra do MIRAD. Segundo as informações, os dados de janeiro até ontem, revelam que 183 pessoas foram assassinadas na luta pela posse da terra. O número de conflitos gerados, sem ocorrência de mortes, "ultrapassa 1200 casos". Os casos de morte oficialmente comprovados no ano passado foram 115, sendo 60 trabalhadores rurais e pequenos proprietários, 35 posseiros e 20 líderes sindicais. Os números desses 10 meses são os seguintes: 143 trabalhadores rurais assassinados; 3 agentes pastorais e clérigos; 4 proprietários; 3 advogados; 2 policiais militares; 17 pistoleiros; 3 garimpeiros; 6 índios; 9 mulheres e 8 crianças, sendo 4 em Piabetá, no Rio de Janeiro. Por Estados, o Pará lidera o quadro com 81 mortes. Depois vem o Maranhão com 33; Minas Gerais com 14 mortes; Bahia com 12 casos; Goiás e Pernambuco com 9; Rio de Janeiro com 8; Ceará com 5; e Mato Grosso com 4 assassinatos. As maiores chacinas foram no Pará, no Município de Marabá, com 5 mortes na Fazenda Princesa e 6 mortes na da Castanhal (Ubá). Por micro-regiões, Marabá, no Pará, 20 assassinatos. Vila Pindaré, no Maranhão, com 15 mortes. Seguem duas no Maranhão, a de Mearim Itapecuru, com 6 mortes cada uma. Depois é a região cacaueira, sul da Bahia, com 9 mortes e outra do Maranhão, Buriticupu, com 3 mortes confirmadas da chacina que teria atingido 23 mortes (GM).