A VIOLÊNCIA NO CAMPO

No período de 28 de setembro a 6 de outubro, 12 trabalhadores rurais foram assassinados: 9 em Marabá (PA); 2 em Santa Luzia (MA); e 1 em Bonfinópolis de Minas (MG). Desde o início do ano esse número sobe para 85. Segundo as informações, os nove lavradores de Marabá foram executados pelo fazendeiro Marlon Lopes Dippe, que também é garimpeiro em Serra Pelada, sendo protegido do coronel-deputado Sebastião Rodrigues Moura (PFL-PA), conhecido como "Curió". O motivo do crime: "os lavradores viviam em um pedaço de terra fora da área do fazendeiro que foi regularizado pelo GETAT. Marlon pensou que suas terras também seriam atingidas e, para não cedê-las, matou os trabalhadores com auxílio de 2 pistoleiros. Antes de serem mortos, eles foram amarrados e torturados e, depois jogados no rio". Em Santa Luzia, os lavradores foram assassinados na fazenda Capoema, pertencente ao ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, e a Simeão Rodrigues Neto, atual secretário da Indústria do Paraná (Informativo Sindical- Comissão Sindical do Alto Uruguai).