A irmã do ex-cabo Antônio David do Couto, Angélica-- sequestrada e espancada no último dia 16--, afirmou que a família ainda detém vários relatórios sobre as diversas operações realizadas pelo PIC, mesmo depois da devassa realizada no apartamento dela. Angélica aponta o Comando Militar do Planalto como responsável pela busca dos documentos, com assinaturas dos mandantes, e fotos da Operação Primavera, para identificação de travestis de Brasília após o assassinato do Baumgarten. Seu sequestro e espancamento foi confirmado por um motorista de táxi, que não quis se identificar por temer represálias. Ela não registrou a ocorrência por ter sido ameaçada de morte se tomasse tal atitude (JB).