O presidente do INPS, Artur Virgílio Filho, informou que recebeu uma relação de 21 nomes de portugueses que nunca estiveram no Brasil, mas recebem, todos os meses, os proventos da aposentadoria, através de procuradores. Virgílio admitiu ter constatado pessoalmente a persistência das fraudes no INPS quando, "como cidadão comum, mandei comprar, por Cr$1 milhão cada um, dois processos de aposentadoria no arquivo do Instituto, no Campo de Santana, Rio de Janeiro". Os dois funcionários que venderam os processos estão respondendo a inquéritos administrativos. Segundo o presidente do INPS, os processos de aposentadoria dos 21 portugueses estão entre os 800 que desapareceram dos arquivos do Instituto em Campo Grande e na Penha, também no Rio de Janeiro. Apuradas as fraudes, o INPS suspendeu o pagamento dos benefícios, mas uma advogada requereu 800 mandados de segurança e ganhou a liminar em todos eles. Artur irá recorrer à decisão da Justiça (JB).