Segundo o Jornal do Brasil, os Estados que compõem a Amazônia Legal devem voltar a governar, no início de 1986, dois milhões de quilômetros quadrados de seu território. Conforme o jornal, para isso, o governo instituirá um grupo de trabalho que estudará os meios para revogar o Decreto-Lei 1164, de abril de 1971, responsável pela exclusão dessa área do controle dos Estados. "O decreto tornou federais todas as terras que estão nas faixas de 100 quilômetros ao lado de todas as rodovias federais construídas, em construção ou projetadas na região, declaradas, então, indispensáveis à segurança e ao desenvolvimento nacionais. Da forma como foi definido, o decreto abrange 18 rodovias, que percorreriam 20 mil quilômetros". O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Nelson Ribeiro, prevê como consequência imediata da revogação desse decreto a extinção do Grupo Executivo de Terras do Araguaia-Tocantins (GETAT) e do Baixo Amazonas (GEBAM), hoje encarregados do assentamento de colonos e da administração dos conflitos fundiários naquelas faixas de terra (JB).