O presidente José Sarney defendeu ontem, no pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o funcionamento da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para apreciarem as matérias ordinárias. Contrário, portanto, à tese da Constituinte exclusiva, defendida por um grupo do PMDB. Ele citou expressamente os "congressistas, deputados e senadores", deixando claro que sua opção é pelo funcionamento do Congresso ordinário. O presidente falou também do pacto social: "Desde o primeiro dia de meu governo, tenho procurado estabelecer uma política de consenso, de paz nacional, de conciliação, como é do meu temperamento. O pacto social é o que tentamos agora e tentaremos sempre. Talvez nos falte ainda o hábito das negociações econômicas internas, porque é difícil compor interesses divergentes. A estratégia do governo para promover essas negociações foi e será sempre a de dizer a verdade. E esse é o caminho que deve ser seguido e que deve ser explorado. Nunca as nossas diretrizes foram tão firmes. Elas se resumem no seguinte: crescimento liderado pela iniciativa privada, com distribuição de renda. É justa e humana opção pelos pobres". Para José Sarney, "a Constituinte, durante seu funcionamento deve ser um instrumento de estabilidade política. E de mão dadas com o governo, através do Congresso, ela será um esteio solidário para nós vencermos obstáculos e continuarmos as mudanças" (O Globo).