CERCA DE 3O MULHERES FORAM MORTAS POR SEUS MARIDOS NO MARANHÃO

Segundo o Jornal do Brasil, nos últimos cinco anos, 30 mulheres foram mortas em Imperatriz, no Maranhão, por seus maridos e companheiros ou por pistoleiros contratados por eles, por terem entrado, ou ameaçado entrar, com ações pedindo pensão alimentícia e partilha dos bens do casal. Conforme o jornal, apenas dois criminosos foram levados a julgamento. Dos demais, a maioria encontra-se foragida. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estáacompanhando os casos, cujo presidente, Hermann Baeta, requisitou ao presidente da subseção da OAB em Imperatriz, Oscar Gundim, cópias dos processos que correm na Justiça local. O presidente da OAB tomou conhecimento dos crimes contra as mulheres de Imperatriz no começo de agosto, durante um encontro sobre violência e direitos humanos, promovido pela OAB local para discutir o clima de insegurança e medo na cidade, onde ocorre em média um crime de encomenda por dia. Os representantes da comunidade-- advogados, promotores, juízes, o prefeito municipal José de Ribamar Fiquene e o delegado Walber Dourado-- denunciaram na ocasião que Imperatriz está dominada por um "Sindicato da Morte", que os ameaça, repetindo-se, frequentemente, os homicídios daqueles que de qualquer forma não se submetem às suas exigências ilícitas (JB).