Segundo as informações, cerca de 100 deputados do PMDB recuaram na proposta do partido e irão votar, amanhã, pelo funcionamento da Câmara dos Deputados e do Senado Federal durante a Assembléia Nacional Constituinte, contrário, portanto, à tese da Constituinte exclusiva. O PFL também não aceita a idéia da Constituinte exclusiva. Quer a eleição das mesas da Câmara e do Senado pelo menos para gerir finanças e questões burocráticas. Vários deputados do partido combinaram obstruir a votação se sentirem alguma possibilidade de a moção ser aprovada. Uma das formas de obstrução será a de exigir, antes da discussão, que a Constituinte aprove o seu regimento interno. O ministro da Previdência e Assistência Social, Raphael de Almeida Magalhães (PMDB), disse que a não eleição das mesas "é uma loucura jurídica e política, praticada por gente que, tudo indica, não pensou nas consequências" (JB).