O CASO BAUMGARTEN

O cabo David Antônio do Couto reafirmou ao Superior Tribunal Militar que as mortes de Alexandre Von Baumgarten e de mais três pessoas, em Brasília, foram planejadas e executadas pela 2a. Seção (Informação) do Comando Militar do Planalto, na época comandado pelo general Newton Cruz. Também revelou manobras de caráter político e disse ter sabido da operação Riocentro antes mesmo da explosão da bomba. Segundo David, as operações clandestinas eram comandadas por um major de codinome "Dr. Marcos", cujo braço direito era o coronel Miguel Magalhães Cavalcanti, então comandante-geral da Polícia Especial do Exército. Segundo o Jornal do Brasil, a existência de um "Dr. Marcos" foi confirmada por um oficial da 2a. Seção. A organização do sequestro, interrogação e assassinato de Alexandre Von Baumgarten, relatou o cabo, foi do coronel José Luís Sávio Costa, que definiu como ajudante de ordens de Newton Cruz, quando chefe da Agência Central do SNI. O coronel Sávio Costa definiu o depoimento como uma farsa, pois é "a principal testemunha de acusação contra o cabo Couto", envolvido com outros integrantes do Pelotão de Investigações Criminais, subordinado ao CMP, nas mortes de um chacareiro, de dois ladrões de carros e do repórter Mário Eugênio (JB).