O CASO DAS POLONETAS

O ex-secretário-geral da SEPLAN, José Flávio Pécora, ao depor na CPI que investiga o comércio Brasil/Polônia, afirmou que as bases do comércio com a Polônia, que permitiram o endividamento daquele país junto ao Brasil, foram lançadas em 1978, ainda no governo Geisel, e com a aprovação pessoal do presidente da República. Pécora negou qualquer responsabilidade pessoal na aprovação de crédito à Polônia (que se transformaria no chamado "escândalo das polonetas"), acrescentando que em 1981, quando aquele país "quebrou" e mesmo assim o Brasil decidiu abrir créditos adicionais de US$600 milhões aos poloneses, a decisão foi "de governo" e não uma atitude isolada da SEPLAN ou de qualquer outro ministério (FSP).