O ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, confirmou ontem a revisão do PROÁLCOOL devido à estabilidade dos preços internacionais do petróleo, ao excedente de 3,5 bilhões de litros na oferta interna de álcool este ano e ao déficit enfrentado pela PETROBRÁS na compra do produto. O presidente da PETROBRÁS, Hélio Beltrão, disse que o déficit da empresa, avaliado em Cr$500 bilhões até 30 de setembro, poderá chegar a Cr$2 trilhões até o fim do ano, se não forem alteradas as regras do jogo, e terá efeito negativo no balanço da empresa. Beltrão disse que, entre as hipóteses em estudo no governo para resolver o impasse, está a elevação do preço do álcool hidratado vendido nos postos, juntamente com o da gasolina, ou a redução da diferença hoje existente entre os preços dos dois combustíveis (o álcool custa 65% do preço da gasolina). A PETROBRÁS compra o litro de álcool do usineiro a Cr$2400 e o preço de venda nos postos é de Cr$2030 (desde ontem), o que representa para a empresa um prejuízo por litro de Cr$800 (levando em conta o preço anterior do álcool, de Cr$1710), incluindo custos de frete e armazenagem (JB).