A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA

O secretário-especial de assuntos econômicos do Ministério da Fazenda, Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmou que o governo brasileiro já comunicou ao FMI que só aceitará um acordo com os bancos credores se tiver aprovado o programa de ajustes que permita ao país um crescimento de 5% a 6% ao ano, rejeitando a hipótese de adotar uma política recessiva. Ele explicou que o Brasil não aceita, "de forma alguma", submeter-se às exigências do FMI, entre elas a de gerar um superávit fiscal de 4% do PIB, o que representaria Cr$50 trilhões em 86. Belluzzo informou que a primeira fase de projeções do programa de ajuste de três anos a ser encaminhado ao FMI- - o governo quer colocá-lo em prática a partir de 86-- ficará pronta em meados do por`ximo mês, incluindo itens prioritários como: reforma tributária, investimentos públicos, aplicações na área social, privatização de empresas públicas e geração de novos empregos. Ainda dentro do programa de ajuste, o governo, segundo Belluzzo, deverá criar a secretaria do tesouro-- um órgão com "status" da secretaria geral do Ministério da Fazenda, com a incumbência de controlar os gastos do setor público (JB).