A dívida interna federal cresceu, entre 1980 e 1986, 1.100 vezes, passando de cerca Cz$1 bilhão para Cz$1,107 trilhão, dos quais Cz$360 bilhões são dívidas contraídas com o setor privado. "A dívida representa praticamente 30% do PIB (Produto Interno Bruto)", disse o empresário e presidente da ANDIMA (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto), Adolpho de Oliveira. Segundo ele, não houve investimentos relevantes de 1980 para cá, e os benefícios sociais, como educação, saúde e transporte permaneceram no mesmo estágio. "Se o governo tivesse investido pelo menos parte dos recursos que captou junto ao público, a dívida social do Brasil não seria do tamanho que é", disse o presidente da ANDIMA. Para ele, "o país só se tornará viável, no dia em que for entendido que os recursos não são ilimitados e que o exercício da atividade política tem que se limitar aos valores disponíveis". Aos que querem atribuir aos encargos da dívida pública o problema do déficit público brasileiro, Adolpho Oliveira alerta que deveriam é se perguntar qual o benefício gerado pela expansão do endividamento. Afinal, disse ele, "em 1980 o total da dívida interna, em títulos federais, era de Cz$800 milhões, representando 6,1% do PIB de Cz$13,2 bilhões. Em 1986 a relação dívida/PIB é de 28,9% (Cz$1,107 trilhão para Cz$3,830 trilhões) (JB).