A presidente da União Pró-Melhoramentos da Rocinha, Maria Helena Pereira da Silva, denunciou ontem a invasão da favela, no Rio de Janeiro, por policiais das Delegacias de Vigilância Norte, Sul e Centro, que, segundo ela, fecharam "biroscas", invadiram residências e dispararam tiros a esmo. Maria Helena afirmou que desde o último dia 8 todos os carros que desciam e subiam o morro tinham que parar no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO), para serm revistados. No último dia 11, ainda de acordo com Maria Helena, depois de diversas incursões policiais na favela, o delegado da DVC-Sul, Nelci de Freitas, a informou que recebera um telefonema anônimo dando conta de que o comitê local pró-candidatura a prefeito do senador Saturnino Braga estaria sendo invadido. O secretário de Polícia Civil, Arnaldo Campana, negou, entretanto, que tenha havido qualquer conotação política na operação policial realizada na favela. Ele justificou o aparato da operação com a informação de que procuravam o traficante de tóxicos Dênis Lenadro da Silva, cuja quadrilha é composta por 100 homens (O Globo).