Segundo o Jornal do Brasil, a garantia do presidente Sarney de que as áreas rurais produtivas não serão desapropriadas tranquilizou os produtores agrícolas, que elogiaram, através de suas entidades de classe, o Plano Nacional de Reforma Agrária anunciado oficialmente no último dia 11. Conforme o jornal, o PNRA foi criticado, porém, pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (FETAESP) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que consideram o documento vazio e incapaz de impedir novas invasões e conflitos no campo. O JB acrescenta ainda que os maiores elogios ao plano vieram da Federação da Agricultura de São Paulo (FAESP) cujo presidente, Fábio Meirelles, afirmou tratar-se de "uma das medidas fundamentais do governo federal em termos de aprimoramento fundiário" e classificou a sua versão final como altamente positiva do ponto de vista político. Para Flávio Telles de Menezes, presidente da Sociedade Rural Brasileira, Sarney "optou por uma solução política que afastou tanto a solução ideológica proposta no primeiro PNRA, como a nossa solução técnica" (JB).