O motorista da empresa Braso-Lisboa, no Rio de Janeiro, Luís Lopes, ao confirmar as denúncias de que os próprios empresários, caracterizando o lock-out, contribuíram para a paralisação dos ônibus no município, semana passada, contou que ao chegar no ponto final o despachante da empresa lhe mandou voltar para a garagem, "por ordem do patrão", porque a greve havia começado. Apesar disso, Luís Lopes teve um desconto de Cr$123.750 em seu contra-cheque pelos dois dias parados. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Luís Martins de Souza-- que nega o envolvimento das empresas, "realizada por decisão e com o esforço de nossa categoria"--, afirmou que até o fim da semana a entidade concluirá um levantamento das empresas que estão descontando os dias parados, a fim de analisar a situação na assembléia-geral marcada para o próximo dia 14 (JB).