LÍDERES DO GOVERNO E MINISTROS MILITARES NEGOCIAM ANISTIA

Segundo o Jornal do Brasil, os líderes do governo e os ministros militares estão negociando uma forma "viável" de inclusão da anistia ampla para os cassados na emenda da Constituinte, depois de garantir a convocação da Assembléia, por um acordo entre o PMDB, PFL, PDS e PTB, em reunião, ontem, com o presidente da Câmara, Ulysses Guimarães. Conforme o jornal, salvo por dois pontos considerados inegociáveis-- a reintegração ao serviço ativo e o pagamento de atrasados--, a proposta de ampliação da anistia para os militares atingidos por atos institucionais já é aceita como base de entendimentos entre Exército, Marinha, Aeronáutica e lideranças do governo no Congresso Nacional. O JB informa ainda, que os militares que foram cassados resolveram "endurecer" sua campanha pela reintegração às Forças Armadas e lançaram o "mutirão da anistia", movimento de "corpo-a-corpo" que atuará principalmente junto aos paralamentares. Ontem, eles ocuparam o Congresso Nacional distribuindo panfletos em defesa de suas pretensões. O movimento desses militares está amparada em entidades que criaram para mobilizar o maior número possível de adeptos da causa: o Comitê Brasília (sediado no gabinete do senador Hélio Queiroz, do PMDB-PA), a Associação Democrática e Nacionalista dos Militares e a Ampla. Através delas, os militares cassados têm negociado apoio de militares na ativa, políticos e representantes de entidades civis, como a OAB e a ABI (JB).