O procurador-geral da Justiça Militar, George Tavares, transferiu para o Superior Tribunal Militar (STM) a responsabilidade da decisão sobre a reabertura do Inquérito Policial Militar (IPM) do Riocentro. Segundo as informações, "no despacho em que encaminhou os autos ao presidente do STM, general-de-Exército Heitor Luiz Gomes de Almeida, deu parecer favorável à reabertura do IPM, pois considerou que as novas provas trazidas aos autos não foram apreciadas na primeira fase do inquérito". O pedido de reabertura do IPM do Riocentro foi formulado pelos advogados Hugo de Albuquerque Wandeley e Altamiro Fiel de Oliveira, que representam o coronel da reserva Dickson Melges Grael. Eles apresentaram, como provas novas, os testemunhos do tenente da reserva César Wachulec e do diretor-técnico do Riocentro, Nilton Nepomuceno. Ambos afirmaram haver presenciado a retirada de duas bombas desativadas do banco de trás do Puma, no qual explodiu, em 30 de abril de 1981, uma outra bomba, que matou o sargento Guilherme do Rosário e feriu o capitão Wilson Machado. E também acrescentaram que o segurança José Geraldo de Jesus teria presenciado a retirada de outras bombas do palco onde foi realizado o show de 1o. de maio (FSP).