O presidente José Sarney informou que assinará, no próximo dia 10, o I Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), "o qual sofreu algumas alterações na redação do texto. O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Nelson Ribeiro, não confirmou se o presidente concordou em determinar as áreas prioritárias no Plano. Segundo Ribeiro, o PNRA atingirá, em dois anos, cerca de 13,8 milhões de hectares. Os setores sindicais, entidades civis e parlamentares manifestaram preocupações com a possibilidade do I PNRA (em sua oitava versão) sofrer alterações em três pontos, que consideram básicos: "a não fixação de áreas prioritárias, desapropriação de latifúndios e a avocação pelo presidente Sarney da responsabilidade da assinatura dos planos regionais. A comissão especial para reforma agrária da Câmara dos Deputados, devido denúncia feita pelo deputado Plínio de Arruda Sampaio (PT-SP), na qual afirma a existência de um documento paralelo ao projeto do MIRAD, elaborado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), formalizará um convite ao secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional e chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, general Rubens Bayama Denys, para que ele esclareça esta questão. Nelson Ribeiro afirma desconhecer a existência deste documento e negou o envolvimento do Conselho de Segurança Nacional na elaboração do PNRA (O Globo) (FSP).