A REFORMA TRIBUTÁRIA DO GOVERNO

O ministro do Planejamento, João Sayad, anunciou que não haverá uma segunda etapa de negociações sobre reforma tributária de emergência face às dificuldades financeiras do Tesouro, devendo as demais questões a respeito da matéria serem encaminhadas para discussão dentro da Assembléia Nacional Constituinte. Sayad informou que o programa de ajustamento fiscal do governo para 1986 deverá contemplar um corte de 30% em cima da despesas do orçamento unificado, enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional em agosto, prevendo um déficit de Cr$195 trilhões. A preços de 1986, disse Sayad, este corte deverá chegar a Cr$78 trilhões, restando ainda Cr$117 trilhões. O restante será obtido via compra de títulos por parte das empresas estatais e através do crescimento da própria dívida pública interna, estimada em 6%, reais, para 1986 (JB).