Segundo o Jornal do Brasil, o Banco do Brasil, há mais de 15 anos, vem mantendo um corpo clandestino de segurança em sua sede e agências no Rio de Janeiro, formado exclusivamente por mais de 100 policiais estaduais e federais, pagando Cr$587 mil e burlando a legislação trabalhista. Conforme o jornal, as carteiras dos "seguranças" não são assinadas, eles não têm direito a férias, 13o. salário e aviso prévio, e o banco não recolhe INPS, ISS e nem paga Imposto de Renda. "Vários policiais que estão sendo dispensados entraram com ações na Justiça do Trabalho contra o BB". O jornal informa, ainda, que o assessor jurídico do banco, Ney Pataro Pacobahyba, contesta os policiais e afirma que "eles nunca trabalharam para o Banco do Brasil". "Para ludibriar a legislação trabalhista, o banco contratou os policiais como colaboradores, e seus pagamentos são debitados na conta Despesas Gerais-60800.21.57-2 sob o título Imóveis de Uso. Em fevereiro de 1983, o chefe adjunto da Assessoria de Planejamento e Organização, Geraldo Mattos, em comunicação às agências, anunciava o reajuste dos policiais e lembrava "as cautelas que deverão cercar a contabilização dessas gratificações, as quais têm por escopo prevenir riscos de implicação trabalhista"-- prossegue o JB (JB).