Segundo o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Plínio Sarti, o ministro Almir Pazzianotto, acha que "o entendimento entre governo, trabalhadores e empresários, pretendido pelo presidente José Sarney como um passo fundamental para manter a estabilidade do atual momento brasileiro, é viável mesmo com a trimestralidade". O presidente da Confederação Brasileira das Associações Comerciais e da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Amauri Temporal, propôs "a busca do entendimento em outras bases, com o afastamento do Estado nas negociações entre patrões e empregados". Os outros itens: diminuição dos gastos públicos, fim da participação do governo nas áreas em que se revela incompetente (como no INAMPS, exemplificou), redução da participação do governo na formação de capital das empresas e menor interferência pública na economia do país. E o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN), Roberto Bornhausen, afirmou que as tentativas de promover um entendimento social são "auspiciosas e bem-vindas, desde que desvinculadas de uma possível contribuição do sistema bancário, através da queda da taxa de juros" (O Globo).