O Ministério do Trabalho recebeu, no primeiro semestre deste ano, 72 denúncias sobre trabalho escravo em fazendas brasileiras, em sua maioria nas regiões norte e nordeste. Segundo as informações, os relatórios foram preparados pelo SNI, Igreja Católica, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sindicatos rurais, Polícia Federal, baseados em depoimentos das vítimas e de seus familiares. O Ministério do Trabalho reconhece oficialmente não dispor de recursos para combater a escravatura. "Apenas uma pequena parcela das denúncias pode ser investigada", informa o secretário das Relações do Trabalho do Ministério, Plínio Adri Sarti. Cada investigação mais séria custa, segundo o subsecretário de Proteção ao Trabalho, Orlando Vilanova, de Cr$3 milhões a Cr$6 milhões: geralmente, as propriedades denunciadas ficam longe na zona urbana,
70587 obrigando-se a utilização de barcos e aviões, além da diária dos
70587 fiscais, Cr$183.817 (FSP).