O porta-voz do ministro da Indústria e Comércio, Paulo Branco, confirmou que liberou, a partir de ontem, as exportações do álcool brasileiro, que estavam suspensas há 60 dias. Porém, ele não explicou as razões da liberação, os preços de comercialização, os países que receberão o produto, nem se a medida será provisória ou terá caráter permanente. Segundo o Jornal do Brasil, um assessor da Comissão Nacional do Álcool garantiu, contudo, que a liberação é para evitar que 400 milhões de litros de álcool (misturados com "tolureno"), já negociada pela Coopersucar e a PETROBRÁS para os EUA, possam chegar ao país antes que comece a vigorar a sobretaxa (de 60 cents por galão) sobre o álcool brasileiro, em 1o. de novembro. De acordo com o JB, o fechamento das exportações de álcool teve o objetivo de evitar "o aviltamento dos preços, já que o produto estava sendo exportado por 0,17 a 0,19 centavos de dólar por litro". "A reabertura das exportações interessa à PETROBRÁS, que segundo o ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves está sofrendo prejuízos de Cr$433,9 bilhões por mês em consequência dos altos estoques existentes: 3 bilhões 750 milhões de litros, representando um excesso de 2 bilhões 550 milhões de litros, pois o estoque estratégico é de 1 bilhão 200 milhões de litros que garantem o abastecimento de álcool hidratado por dois meses e o do anidro por um mês. A produção deste ano autorizada é de 11 bilhões de litros, mas poderá chegar a 12 bilhões, porque a safra foi muito boa. No ano passado, ela foi de 9 bilhões 500 milhões (JB).