SINDICATOS ESTUDAM POSSIBILIDADE DE GREVE

Os sindicatos ligados à CUT e à CONCLAT em São Paulo, com data-base até 1o. de janeiro, estudam a possibilidade de deflagrar greve comum pela trimestralidade, reposição salarial e redução da jornada de trabalho. Ao todo, esses sindicatos representam 1 milhão e 500 mil trabalhadores, dos quais 200 mil trabalham em setores essenciais-- os eletricitários de Campinas e São Paulo, os funcionários das empresas de gás e os telefônicos. Ontem, foi realizada a primeira reunião formal do fórum central de sindicatos ligados à CUT e à CONCLAT. Dos dois lados, os dirigentes esclareceram que estavam reunidos na qualidade de sindicalistas e não como representantes das duas centrais. Da pauta comum consta a apresentação de um manifesto conjunto das categorias em campanha salarial ao presidente da FIESP, Luís Eulálio Bueno Vidigal, no próximo dia 9. A greve geral será colocada em votação numa assembléia entre as categorias, a ser convocada para o dia 31 de outubro. Os metalúrgicos de São Paulo-- ligados à CONCLAT-- sugeriram que a greve seja marcada para o dia 4 de novembro (JB).