O secretário-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Paulo Renato Paim, ao se manifestar sobre o pacto social proposto pelo governo, disse que para qualquer entendimento com o Palácio do Planalto a nível nacional, é necessária a discussão sobre quatro pontos que considera fundamental: reforma agrária, redução da jornada de trabalho, trimestralidade e adoção do seguro desemprego. Segundo Paulo Paim "o governo tem que apresentar propostas concretas e aí então chamar a CUT para ser tomada uma posição". Frisando que a CUT está aberta ao diálogo, Paim disse que no lugar da trimestralidade, por exemplo, pode ser discutida uma escala móvel de salários com reajustes que tenham como parâmetros os aumentos das taxas inflacionárias. A CUT realizou, nos últimos dias 28 e 29, um Congresso com a participação de 738 delegados que representavam 99 sindicatos e entidades de trabalhadores. No final do encontro foi aprovado um manifesto que destaca a insatisfação dos trabalhadores com o plano de reforma agrária. Os participantes do congresso da CUT querem ainda uma Constituinte livre, soberana e exclusiva, com candidatos que representem partidos políticos ou que sejam representantes sindicais ou líderes de entidades de classe. Reivindicam, também, a redução do poder do Ministério do Trabalho com o fim das cassações de líderes sindicais e das convenções (JB).